Trata-se de um blog direcionado para assuntos relacionados ao meio ambiente.
"Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos...aumentando nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a Natureza e sua beleza".
Albert Einstein
Albert Einstein
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Mudança climática pode reduzir PIB do Brasil em 2,3% em 2050
A mudança do clima prevista para as próximas décadas deve se refletir no cenário econômico do Brasil no período, segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA).
O instituto lançou, no dia 22/09/10, a quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, que chama a atenção para a possibilidade de redução do PIB brasileiro entre 0,5% e 2,3% no ano de 2050 por causa das alterações no comportamento do clima.
O artigo que trata dos impactos do clima sobre a economia, intitulado "Economia da mudança do clima no Brasil", se baseia na projeção do PIB brasileiro, para 2050, entre R$ 15,3 trilhões e 16 trilhões. Se as perdas fossem antecipadas para o valor presente, com taxa de desconto de 1% ao ano, ficariam entre R$ 719 bilhões e 3,6 trilhões.
O estudo ressalta que, com ou sem mudança do clima, a economia sempre crescerá mais, caso sejam feitas escolhas por trajetórias consideradas mais limpas. Esta opção envolve o estímulo aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL).
"A atenção do país deve estar voltada para a redução das emissões de CO2. No entanto, estas medidas devem ser vistas como uma janela de oportunidades", afirmou o pesquisador do IPEA, Gustavo Luedemann, ao se referir ao desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental do parque industrial brasileiro, e às possibilidades de crédito de carbono.
De acordo com o boletim do IPEA, a pobreza deve aumentar devido a mudança do clima, mas de forma quase desprezível. É esperada uma perda média anual para o cidadão brasileiro entre R$ 534,00 e R$ 1.603,00, em 2050.
As regiões Nordeste e Norte do Brasil são apontadas como as mais vulneráveis às mudanças do clima. Em relação à região Amazônica, a elevação da temperatura poderá ser de 7ºC a 8ºC em 2100, o que é avaliado como uma alteração radical da floresta amazônica.
No Nordeste, as chuvas tenderiam a diminuir em até 2,5 milímetros por dia até 2100. De acordo com o levantamento, esta mudança causará perdas agrícolas em todos os estados da região, reduzindo em 25% a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.
A mudança do clima deve causar ainda impactos sobre algumas bacias hidrográficas, com a diminuição brusca das vazões nas próximas décadas. "Tal diminuição pode gerar uma perda da confiabilidade do sistema de geração de energia hidrelétrica, com redução de 31,5% a 29,3% da energia firme" esclarece.
Como solução, é apontada a necessidade de ações nos setores de transportes, habitação, agricultura e indústria. As principais recomendações para inibir a contribuição do Brasil sobre efeitos provocados pela mudança climática são o controle do desmatamento e o investimento em eficiência energética renovável.
domingo, 5 de setembro de 2010
História do desmatamento no Brasil
O desmatamento, também chamado de desflorestamento, começou nas florestas brasileiras no instante em que os portugueses chegaram aqui, em 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer a consequência da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como mogno, por exemplo, as empresas madeireiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório feito pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia atingiu 13% da cobertura original e 91% da Mata Atlântica, pois apenas 9% ainda sobrevive com a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica seja os mais graves, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano têm provocado o desmatamento. A derrubada das matas tem ocorrido também nas chamadas frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de área para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios e pólos industriais. Rodovias também seguem nesse sentido. Cruzando os quatro cantos do país, esses projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas de criação de gado ou para o cultivo.Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade dos motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios são causados por pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.
Esse problema não é exclusivo do Brasil. No mundo inteiro, o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países asiáticos, principalmente na China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. EUA e Rússia também destruíram grande parte das suas florestas.
Embora todos estes problemas ambientais continuem ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em relação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente têm atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento do clima. Espera-se que no século XXI, o homem tome consciência destes problemas e perceba que antes do dinheiro está a vida do nosso planeta e o futuro das gerações vindouras. Nossos filhos têm direito de viverem num mundo melhor.
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