Trata-se de um blog direcionado para assuntos relacionados ao meio ambiente.
"Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos...aumentando nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a Natureza e sua beleza".
Albert Einstein
Albert Einstein
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Brasil avança em pesquisas de biocombustíveis
A inovação tecnológica é o caminho para o Brasil carimbar seu passaporte definitivo no seleto grupo de países que produzem combustíveis limpos em escala global. Com expertise no etanol derivado da cana-de-açucar, o País busca avançar na chamada segunda geração desse combustível e, nos últimos seis anos, tem envidado esforços para produzir biodiesel em grande escala. Neste cenário, os centros de estudos de norte a sul do país - inclusive no Ceará - dão a sua contribuição para tornar competitivo o setor, garantindo a sustentabilidade.
O papel estratégico do Brasil na transição de produção de combustíveis fósseis para os biocombustíveis é mundialmente percebido. Os líderes do Global Sustainable Bioenergy Project(GSB), acreditam que a biomassa poderá suprir 30% da demanda internacional de energia para a mobilidade nos próximos 50 anos. Líder absoluto na produção de etanol de cana-de-açucar, o país poderá substituir, com esse combustível renovável e relativamente limpo, de 5% a 10% da gasolina consumida em todo em todo Planeta até 2025.
A meta, perfeitamente viável, demandará investimentos anuais de US$ 5 bilhões, em agricultura, indústria e logística, segundo dados apresentados durante a Convenção Latino-Americana do GBS. Os pesquisadores avaliam que o investimento proporcionará, em contrapartida, um aumento de US$ 31 bilhões/ano no valor das exportações.
Apesar dos entraves, sobretudo no campo, o biodiesel tem tudo para avançar, com planejamento, pesquisas que ampliem a produtividade das culturas envolvidas e inclusão social. A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará(Nutec), por meio do Laboratório de Referência em Biocombustíveis(Larbio), tem pesquisado sobre a produção de biodiesel de gordura das vísceras de peixe. O peixe é composto de 10% de vísceras, delas extraem-se óleo, resultando na produção de 90% de biodiesel.
Há seis anos, quando foi lançado o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodesel(PNPB), a promessa era de desenvolver a agricultura familiar, sobretudo no Nordeste, com o cultivo de oleaginosas para servir de matéria-prima à produção de combustível.
A capacidade instalada de produção de biodiesel no País, está em torno de 5,1 bilhões de litros, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas(FGV). A demanda para viabilizar a mistura de 20% até 2020 é estimada em 14,3 bilhõs de litros, com investimentos de aproximadamente R$ 7,3 bilhões. O consumo nacional de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, em 2010, representando crescimento de 56% sobre 2009.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Enchentes e deslizamentos no Rio de Janeiro
Deslizamento de terra em Teresópolis.
As enchentes na região serrana do Rio de Janeiro já são o 6º maior desastre relacionados a chuvas nos últimos 12 meses no mundo, segundo um levantamento feito pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia de Desastres(Cred), a pedido da BBC Brasil. Segundo os dados da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, até ontem(27/01/11), pelo menos 840 pessoas morreram em consequência das enchentes e deslizamentos causados pelas chuvas na região.
Esse número de mortos coloca essa tragédia como o mais mortífero desastre natural no Brasil, em pelo menos dez anos, de acordo com o levantamento.
O Cred, localizado em Bruxelas, na Bélgica, vem compilando dados sobre desastres em todo o mundo, há mais de 30 anos.
De acordo com os dados da organização, as enchentes no Paquistão entre julho e agosto de 2010, que deixaram 1.985 mortos, foram o desastre provocado por chuvas que provocou o maior número de vítimas fatais, nos últimos doze meses no mundo.
O segundo maior número de mortes em desastres do tipo no último ano foi registrado em Zhouqu, na província chinesa de Gansu, com um deslizamento de terra provocado pelas chuvas que deixou 1.765 pessoas mortas em agosto de 2010.
Também na China, em Fujian, na província de Sichuan, chuvas torrenciais entre maio e agosto de 2010, deixaram 1.691 mortos em consequência das cheias e dos desabamentos.
O número de vítimas fatais nas enchentes no Rio ultrapassaram os maiores desastres no Brasil desde 2000 - as enchentes de abril de 2010, no Rio, que deixaram 256 mortos, as inundações de 2003 no Nordeste e no Sudeste, que mataram 161 pessoas, e as enchentes em Santa Catarina, que deixaram 151 mortos.
A enchente mais mortífera que se tem notícia, segundo os registros do Cred, ocorreu na região central da China, em 1931, quando matou 3,7 milhões de pessoas, segundo as estimativas.
Na última década, as enchentes de maio de 2004, no Haiti, com 2.600 mortos, foram as que deixaram o maior número de vítimas fatais.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Relatório florestal 2010 da Semace destaca ações em todo o Estado
Foto da Serra de Aratanha, uma das áreas de proteção ambiental gerenciadas pela Semace.
Gerar o fortalecimento da gestão florestal por meio do acompanhamento sistemático e dinamização de atividades ambientais no Ceará. Esta foi a meta atingida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), através da Coodenadoria Florestal (Coflo), no ano de 2010. Na ocasião, a autarquia, responsável por desenvolver programas e ações voltadas para a proteção e defesa ambiental em todo o Estado, divulga o balanço realizado das atividades realizadas no ano passado.
No período de julho de 2009 a novembro de 2010, as atividades promovidas pela Semace foram voltadas para a proteção das Unidades de Conservação (UCs), autorizações de uso com base nos preceitos legais, visitação organizada com foco na educação ambiental, acompanhamento aos conselhos gestores e planos de manejo, além de autorizações para pesquisa científica. Além disso, a instituição também realizou estudos para a ampliação das UCs com ênfase nas áreas de caatinga(Acopiara e Tauá) e de mangue(Icapuí), processos que irão se consolidar em 2011. Ao todo, a autarquia acompanha e gerencia 23 UCs.
Dentre as atividades exercidas pela Semace,destacaram-se: acompanhamento e fiscalização dos estabelecimentos que comercializam agrotóxicos; acompanhamento de 172 planos de manejos sustentáveis; autorização de desmatamento com base nos preceitos legais e com a devida exigência de reposição florestal; regularização de áreas de reserva legal; elaborou projetos de recuperação de áreas degradadas; incluiu no Projeto de Recuperação Florestal o Projeto de Recuperação de Mata Ciliar das 11 Bacias do Estado que deverá ser executado em 2011; ação conjunta de fiscalização/orientação quanto ao uso de agrotóxicos com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado, o Ministério da Agricultura e o Ministério Público, com ênfase na Serra da Ibiapaba e nos municípios jaguaribanos.
No tocante ao cadastro dos produtos agrotóxicos, 170 produtos foram cadastrados desde julho de 2009 até o final de 2010. O setor realizou ainda, a renovação de 194 produtos, cancelamento de 11, atualização cadastral de 240 e a atualização de dados cadastrais de 6 empresas registrantes de produtos agrotóxicos.
Além disso, a autarquia, por meio do Núcleo de Cadastro e Extensão Florestal(Nucef), promoveu a doação de mais de 250.000 mudas, contemplando todo o Estado. Para a coodenadora da Coflo, Elisabete Romão, "todas essas ações colaboraram significantemente para mitigar diveras agressões contra o meio ambiente, bem como em nossas UCs, observadas em nosso Estado", analisa.
Outro destaque da atuação da Semace, foi no processo de criação do Mosaico UCs do entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O projeto envolve: o Parque Botânico, a Estação Ecológica do Pecém; a Área de Proteção Ambiental(APA) do Pecém, APA do Cauípe, APA das Dunas do Paracuru, APA do Estuário do Rio Curu, APA do Estuário do Rio Ceará.
Na perspectiva de estabelecer melhor diálogo com o setor empresarial, a Semace também promoveu reuniões com as Câmaras de Fruticultura e Floricultura e com o Sindicato dos Ceramistas do Ceará. As ações tiveram como objetivo esclarecer os procedimentos da autarquia quanto às autorizações ambientais. "A interlocução e a aproximação com o setor produtivo e empresarial é de fundamental importância para uma melhor compreensão do papel da Semace e para o consequente cumprimento da legislação ambiental por parte das empresas" ressalta Elisabete Romão.
A Semace, por meio de técnicos do Nucef, esteve também presente no 1º Encontro do Sistema Nacional de Informações Florestais, ocorrido em Brasília. Durante o evento foi realizada a apresentação e lançamento do Inventário Florestal Nacional no Distrito Federal e demais trabalhos do Serviço Florestal Brasileiro no âmbito do Sistema Nacional de Informações Florestais. Com o projeto, a autarquia foi o único órgão ambiental brasileiro a apresentar os dados que vão compor o Portal Nacional da Gestão Florestal.
Dentre as ações previstas para 2011, fazem parte do planejamento da Semace/Coflo: aperfeiçoar mecanismos de monitoramento de indicadores ambientais; implementar o Programa Estadual Florestal; capacitar o corpo técnico quanto às práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais; realizar o Inventário Florestal Estadual; desenvolver parcerias com as prefeituras, voltadas para projetos de preservação e reflorestamento; fortalecer a interlocução com o setor produtivo, seja através das Câmaras Setoriais da Agência de Desenvolvimento Econômico(Adece), seja através das representações dos segmentos empresariais; consolidar as UCs existentes e criar novas unidades, preferencialmente, de proteção integral.
Gerar o fortalecimento da gestão florestal por meio do acompanhamento sistemático e dinamização de atividades ambientais no Ceará. Esta foi a meta atingida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), através da Coodenadoria Florestal (Coflo), no ano de 2010. Na ocasião, a autarquia, responsável por desenvolver programas e ações voltadas para a proteção e defesa ambiental em todo o Estado, divulga o balanço realizado das atividades realizadas no ano passado.
No período de julho de 2009 a novembro de 2010, as atividades promovidas pela Semace foram voltadas para a proteção das Unidades de Conservação (UCs), autorizações de uso com base nos preceitos legais, visitação organizada com foco na educação ambiental, acompanhamento aos conselhos gestores e planos de manejo, além de autorizações para pesquisa científica. Além disso, a instituição também realizou estudos para a ampliação das UCs com ênfase nas áreas de caatinga(Acopiara e Tauá) e de mangue(Icapuí), processos que irão se consolidar em 2011. Ao todo, a autarquia acompanha e gerencia 23 UCs.
Dentre as atividades exercidas pela Semace,destacaram-se: acompanhamento e fiscalização dos estabelecimentos que comercializam agrotóxicos; acompanhamento de 172 planos de manejos sustentáveis; autorização de desmatamento com base nos preceitos legais e com a devida exigência de reposição florestal; regularização de áreas de reserva legal; elaborou projetos de recuperação de áreas degradadas; incluiu no Projeto de Recuperação Florestal o Projeto de Recuperação de Mata Ciliar das 11 Bacias do Estado que deverá ser executado em 2011; ação conjunta de fiscalização/orientação quanto ao uso de agrotóxicos com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado, o Ministério da Agricultura e o Ministério Público, com ênfase na Serra da Ibiapaba e nos municípios jaguaribanos.
No tocante ao cadastro dos produtos agrotóxicos, 170 produtos foram cadastrados desde julho de 2009 até o final de 2010. O setor realizou ainda, a renovação de 194 produtos, cancelamento de 11, atualização cadastral de 240 e a atualização de dados cadastrais de 6 empresas registrantes de produtos agrotóxicos.
Além disso, a autarquia, por meio do Núcleo de Cadastro e Extensão Florestal(Nucef), promoveu a doação de mais de 250.000 mudas, contemplando todo o Estado. Para a coodenadora da Coflo, Elisabete Romão, "todas essas ações colaboraram significantemente para mitigar diveras agressões contra o meio ambiente, bem como em nossas UCs, observadas em nosso Estado", analisa.
Outro destaque da atuação da Semace, foi no processo de criação do Mosaico UCs do entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O projeto envolve: o Parque Botânico, a Estação Ecológica do Pecém; a Área de Proteção Ambiental(APA) do Pecém, APA do Cauípe, APA das Dunas do Paracuru, APA do Estuário do Rio Curu, APA do Estuário do Rio Ceará.
Na perspectiva de estabelecer melhor diálogo com o setor empresarial, a Semace também promoveu reuniões com as Câmaras de Fruticultura e Floricultura e com o Sindicato dos Ceramistas do Ceará. As ações tiveram como objetivo esclarecer os procedimentos da autarquia quanto às autorizações ambientais. "A interlocução e a aproximação com o setor produtivo e empresarial é de fundamental importância para uma melhor compreensão do papel da Semace e para o consequente cumprimento da legislação ambiental por parte das empresas" ressalta Elisabete Romão.
A Semace, por meio de técnicos do Nucef, esteve também presente no 1º Encontro do Sistema Nacional de Informações Florestais, ocorrido em Brasília. Durante o evento foi realizada a apresentação e lançamento do Inventário Florestal Nacional no Distrito Federal e demais trabalhos do Serviço Florestal Brasileiro no âmbito do Sistema Nacional de Informações Florestais. Com o projeto, a autarquia foi o único órgão ambiental brasileiro a apresentar os dados que vão compor o Portal Nacional da Gestão Florestal.
Dentre as ações previstas para 2011, fazem parte do planejamento da Semace/Coflo: aperfeiçoar mecanismos de monitoramento de indicadores ambientais; implementar o Programa Estadual Florestal; capacitar o corpo técnico quanto às práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais; realizar o Inventário Florestal Estadual; desenvolver parcerias com as prefeituras, voltadas para projetos de preservação e reflorestamento; fortalecer a interlocução com o setor produtivo, seja através das Câmaras Setoriais da Agência de Desenvolvimento Econômico(Adece), seja através das representações dos segmentos empresariais; consolidar as UCs existentes e criar novas unidades, preferencialmente, de proteção integral.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
ONG constata que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima
Uma pesquisa da ONG(SOS Mata Atlântica)mostra que as fontes de água do país estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d'água, em doze estados e no Distrito federal, a ONG verificou que nenhuma foi considerada boa ou ótima.
As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feita em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.
Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluíu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para consumo ou para a indústria. Nos locais visitados, também foi constatado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.
Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença de coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas, foram testadas pela ONG. Das 43 amostras analisadas, o pior resultado foi a do rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA) e a do lago Da Quinta Da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
Em condição um pouco melhor, mas ainda considerada regular e, consequentemente imprópria para consumo, estavam as amostras coletadas no rio Doce, no município de Linhares (ES), e na lagoa de Maracajá, em Lagoa dos Gatos (PE).
"A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente", disse o geógrafo do projeto, Vinícius Madazio. "É um problema porque 60% dos brasileiros vivem na região da Mata Atlântica", completou, reivindicando que as políticas públicas de saneamento básico sejam prioridades do governo e da sociedade.
A qualidade da água é uma das preocupações da ONU (Organização da Nações Unidas), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década Internacional da Água para Vida.Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água.
As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feita em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.
Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluíu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para consumo ou para a indústria. Nos locais visitados, também foi constatado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.
Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença de coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas, foram testadas pela ONG. Das 43 amostras analisadas, o pior resultado foi a do rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA) e a do lago Da Quinta Da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
Em condição um pouco melhor, mas ainda considerada regular e, consequentemente imprópria para consumo, estavam as amostras coletadas no rio Doce, no município de Linhares (ES), e na lagoa de Maracajá, em Lagoa dos Gatos (PE).
"A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente", disse o geógrafo do projeto, Vinícius Madazio. "É um problema porque 60% dos brasileiros vivem na região da Mata Atlântica", completou, reivindicando que as políticas públicas de saneamento básico sejam prioridades do governo e da sociedade.
A qualidade da água é uma das preocupações da ONU (Organização da Nações Unidas), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década Internacional da Água para Vida.Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sustentabilidade aumenta o valor de mercado em até 4%
Projetos socioambientais aumentam em até 4% o valor de mercado das empresas, segundo um levantamento da consultoria espanhola Management & Excellence. A conclusão foi feita com base nos resultados de uma metodologia que cruza números de capitalização de mercado de empresas listadas no DJSI (Dow Jones Sustainability Index World) e no MSCI, índice que reúne as Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão.
O DJSI, da Bolsa de New York, abrange 317 empresas de vários setores e regiões do planeta, selecionadas de acordo com o desempenho em 100 assuntos ligados a sustentabilidade. Já o MSCI, que tem na carteira algumas das maiores empresas abertas do mundo, não considera questões sobre o assunto.
As empresas também foram submetidas a uma avaliação de desempenho em 500 critérios de sustentabilidade, responsabilidade socioambiental, transparência e governança corporativa, escolhidos pela consultoria.
"O estudo apontou uma performance superior das empresas mais bem-sucedidas nesses itens", disse Reuters Bill Cox, presidente da M&E.
A consultoria ainda mediu os resultados práticos de projetos de sustentabilidade e detectou que o fluxo de caixa livre das empresas avaliadas ficou acima da média de suas concorrentes e que sua eficiência interna era superior.
Em totais, os investimentos feitos por essas empresas em treinamentos online para funcionários, por exemplo, renderam até 1.800% em um ano.
Um exemplo da aplicação desse método no Brasil, segundo a M&E, foi o Bradesco, que investiu R$ 380,6 milhões em projetos do setor em 2009.
Segundo Angélica Blanco, diretora da M&E, o valor de mercado do banco foi incrementado em R$ 3,91 bilhões (3,8% do valor de mercado, com base nos números de 2009), devido aos resultados de projetos ligados a sustentabilidade.
"É um método estável de determinar o retorno exato de investimentos em sustentabilidade no fluxo de caixa livre da empresa", disse Angélica.
O DJSI, da Bolsa de New York, abrange 317 empresas de vários setores e regiões do planeta, selecionadas de acordo com o desempenho em 100 assuntos ligados a sustentabilidade. Já o MSCI, que tem na carteira algumas das maiores empresas abertas do mundo, não considera questões sobre o assunto.
As empresas também foram submetidas a uma avaliação de desempenho em 500 critérios de sustentabilidade, responsabilidade socioambiental, transparência e governança corporativa, escolhidos pela consultoria.
"O estudo apontou uma performance superior das empresas mais bem-sucedidas nesses itens", disse Reuters Bill Cox, presidente da M&E.
A consultoria ainda mediu os resultados práticos de projetos de sustentabilidade e detectou que o fluxo de caixa livre das empresas avaliadas ficou acima da média de suas concorrentes e que sua eficiência interna era superior.
Em totais, os investimentos feitos por essas empresas em treinamentos online para funcionários, por exemplo, renderam até 1.800% em um ano.
Um exemplo da aplicação desse método no Brasil, segundo a M&E, foi o Bradesco, que investiu R$ 380,6 milhões em projetos do setor em 2009.
Segundo Angélica Blanco, diretora da M&E, o valor de mercado do banco foi incrementado em R$ 3,91 bilhões (3,8% do valor de mercado, com base nos números de 2009), devido aos resultados de projetos ligados a sustentabilidade.
"É um método estável de determinar o retorno exato de investimentos em sustentabilidade no fluxo de caixa livre da empresa", disse Angélica.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Histórico sobre a Educação Ambiental no Brasil e no mundo
As décadas de 70/80 marcaram o início das lutas sociais organizadas em nível mundial, dentre as quais o movimento Hippie, a luta dos negros americanos pela cidadania, as lutas das mulheres pela igualdade de direito com os homens, entre outras. No bojo desses acontecimentos, tiveram início os movimentos em defesa da ecologia e do meio ambiente, cujo marco foi a publicação do livro "Primavera Silenciosa" da americana Rachel Carson, em 1962.
A partir dessa publicação, que repercutiu no mundo inteiro, os militantes dos movimentos ambientalistas e a Organização das Nações Unidas (ONU) realizaram vários eventos internacionais que abordaram a questão da preservação e da educação ambiental.
O primeiro evento foi a Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente em 1972, conhecida como Conferência de Estocolmo. Com a participação de 113 países, esse evento, que denunciou a devastação da natureza que ocorria naquele momento, deliberou que o crescimento humano precisaria ser repensado imediatamente. Nesse encontro, foram elaborados dois documentos: a "Declaração Sobre Meio Ambiente Humano" e o "Plano de Ação Mundial".
A principal recomendação dessa conferência foi a de que deveria ser dada ênfase à educação ambiental como forma de se criticar e combater os problemas ambientais existentes na época. É importante lembrar que nesse evento os países subdesenvolvidos não pouparam críticas aos países desenvolvidos, por acreditarem que estes queriam limitar o desenvolvimento econômico dos países pobres "usando políticas ambientais de controle de poluição como meio de inibir a competição no mercado internacional".
Em função da Conferência de Estocolmo, o governo brasileiro, pressionado pelo Banco Mundial, criou a Secretaria Especial do Meio Ambiente, com o objetivo de implementar uma gestão integrada do meio ambiente. Esse órgão possuía apenas três funcionários, o que mostrava o descaso da ditadura militar com as questões ambientais em nosso país. O plano de ação dessa conferência sugeria a capacitação dos professores, assim como uma metodologia de ação para a educação ambiental em nível mundial. Tendo em vista essa política, foram realizadas mais três conferências internacionais sobre educação ambiental entre as décadas de 70/80.
A primeira foi a Conferência de Belgrado (Yuguslávia), realizada em 1975, com a participação de pesquisadores e cientistas de 65 países. Esse encontro resultou em um documento denominado "Carta de Belgrado", que preconizava uma nova ética para promover a erradicação da pobreza, do analfabetismo, da fome, da poluição, da exploração e de todas as formas de dominação humana. Outra deliberação importante dessa conferência foi a elaboração dos princípios e diretrizes para o programa internacional de educação ambiental, de caráter contínuo e multidisciplinar, que levava em conta as diferenças regionais e os interesses nacionais.
Com base nessa estratégia, a UNESCO criou o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), com relevante atuação internacional, cujo objetivo era o de editar publicações relatando as experiências mundiais de preservação e educação ambiental. Além disso, esse programa criou uma base de dados que, no início da década de 80, contava com informações sobre 900 instituições que atuavam com educação ambiental e 140 projetos voltados à preservação do meio ambiente.
No que diz respeito ao Brasil, as deliberações da conferência de Belgrado, principalmente aquelas voltadas à educação ambiental, passaram despercebidas pelos órgãos educacionais tanto na esfera federal quanto na estadual, dada a conjuntura política que o país vivia naquele momento.
A partir de 1975, alguns órgãos estaduais brasileiros voltados ao meio ambiente iniciaram os primeiros programas de educação ambiental em parceria com as Secretarias de Estado de Educação. Ao mesmo tempo, incentivados por instituições internacionais "disseminava-se no país o ecologismo, deformação de abordagem que circunscrevia a importância da educação ambiental, à flora e a fauna, à apologia do "verde pelo verde", sem que nossas mazelas sócioeconômicas fossem consideradas nas análises. Esse conceito não levava em conta a crítica à pobreza, ao analfabetismo, às injustiças sociais, etc., um dos temas centrais da Conferência de Belgrado.
Em 1977, a Unesco e o Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente realizaram a 1ª Conferência Intergovernamental Sobre Educação Ambiental, em Tbilisi, na Geórgia, antiga União Soviética. Nesse evento, os especialistas de todo o mundo definiram os princípios e objetivos da educação ambiental, além de formular as recomendações à atuação internacional e regional sobre o tema. Foi recomendado nessa reunião que se considerassem na questão ambiental não somente a fauna e flora , mas "os aspectos sociais, econômicos, científicos, tecnológicos, culturais, ecológicos e éticos". Além dessa questão, foi deliberado também que a educação ambiental deveria ser multidisciplinar, possibilitando uma visão integrada do ambiente.
A dissemimação da educação ambiental deveria se dar via educação formal e informal, atingindo todas as faixas etárias. Tendo em vista essa diretriz, caberia a cada país implementar sua política nacional de educação ambiental por meio dos órgãos educacionais e de controle ambiental.
No Brasil, essa política foi implementada pelo Ministério da Educação, a partir do documento denominado "Ecologia: uma proposta de ensino para o 1º e 2º graus". Essa proposta, simplista e contrária às deliberações da Conferência de Tbilisi, tratava a educação ambiental no âmbito das ciências bilológicas, como queriam os países desenvolvidos, sem tocar na questão cultural, social e política.
Cabe destacar que as resoluções da Conferência de Tbilisi não conseguiram pôr em prática seus objetivos e princípios, de forma a implementar um amplo programa de educação ambiental em nível internacional.
A Terceira Conferência Internacional sobre Educação Ambiental aconteceu em 1987 em Moscou (URSS) reunindo educadores ambientais de cem países vinculados às organizações não-governamentais. Esse encontro reforçou os objetivos e princípios traçados em Tbilisi, na qual a educação ambiental deveria formar os indivíduos, desenvolver habilidades e disseminar valores e princípios que permitissem à sociedade elaborar propostas para a solução dos problemas ambientais. Para tanto, acordou-se que deveria haver uma reorientação da política de educação ambiental a partir de um plano de ação para a década de 90, com base nas seguintes diretrizes: a) implementação de um modelo curricular constituído a partir da troca de experiências mundiais; b) capacitação de educadores que atuassem com projetos de educação ambiental; c) utilização das áreas de conservação ambiental como pólo de pesquisa e formação docente; d) intensificação e melhoria da qualidade das informações ambientais veiculadas na mídia internacional. O governo brasileiro não apresentou nenhum projeto nesse encontro, provocando reações negativas por parte da comunidade internacional e do Banco Mundial. Com o objetivo de amenizar o problema, o Conselho Federal de Educação aprovou o parecer 226/87 que incluiu o tema educação ambiental , aos moldes da Conferência de Tbilisi, na proposta curricular de ensino básico e médio em nosso país.
Em função da pressão do movimento ambientalista, nacional e internacional, a Constituição promulgada em 1988 criou um capítulo sobre o meio ambiente, no qual a educação ambiental , em todos os níveis de ensino, passou a ser dever do Estado.
Em 1989, o governo federal criou o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), com o objetivo de formular e coordenar a execução da política nacional de meio ambiente, além de incentivar as ações voltadas à educação ambiental.
No ano de 1992, a cidade do Rio de janeiro sediou a Conferência da Cúpula da Terra, conhecida como Rio-92. Essa reunião, que congregou representantes de 182 países, aprovou cinco acordos de extrema relevância para o mundo: a) a Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; b) a Agenda 21 e sua forma de implementação; c) a Convenção Sobre Mudanças Climáticas; d) a Convenção Sobre Diversidade Biológica; e) a Declaração de Florestas.
Em um evento paralelo à Rio-92, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), foi aprovada a "Carta Brasileira para a Educação Ambiental", que enfocou o papel do Estado enquanto promotor da educação ambiental em nível nacional.
Concomitante à Rio-92, houve uma reunião de aproximadamente dez mil ONGs mundiais, na qual foi dada ênfase à educação ambiental "como referencial a ser considerado, reforçando-os como marco metodológico no ensino formal e informal.
A Rio-92 reafirmou a tese da Conferência de Tbilisi, principalmente aquela que dizia respeito à interdisciplinaridade da educação ambiental, priorizando três metas: a) reorientar a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável; b) proporcionar informações sobre o meio ambiente, de forma a conscientizar a população sobre os problemas que estavam ocorrendo no planeta; c) promover a formação de professores na área de educação ambiental.
Outra deliberação da Rio-92, foi a reafirmação das teses da "Conferência Educação para Todos", ocorrida na Tailândia, em 1992, principalmente aquela que trata sobre analfabetismo ambiental.
Tendo em vista os documentos aprovados na Rio-92, o Ministério da Educação e Cultura instituiu um grupo de trabalho para implementar as bases da educação ambiental no ensino básico, médio e universitário em nosso país. Com o objetivo de elaborar uma proposta nacional sobre o tema, esse grupo realizou diversos encontros com os órgãos responsáveis pela educação estadual e municipal em nosso país. No entanto, dado o despreparo e a falta de informações dos órgãos educacionais, não se conseguiu elaborar um documento que expressassse os objetivos da educação ambiental em nosso país.
Finalmente, as ações efetivas no campo da educação ambiental só foram implementadas em 1994, quando o Ministério da Educação e Cultura, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Ciência e Tecnologia editaram o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA), que resultou na edição da Lei 9.975, de 24 de abril de 1999, criando a Política Nacional de Educação Ambiental. A partir daí, tem-se os instrumentos necessários para impor um ritmo mais intenso ao desenvolvimento da educação ambiental no Brasil.
Fonte:www.unifai.edu.br
A partir dessa publicação, que repercutiu no mundo inteiro, os militantes dos movimentos ambientalistas e a Organização das Nações Unidas (ONU) realizaram vários eventos internacionais que abordaram a questão da preservação e da educação ambiental.
O primeiro evento foi a Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente em 1972, conhecida como Conferência de Estocolmo. Com a participação de 113 países, esse evento, que denunciou a devastação da natureza que ocorria naquele momento, deliberou que o crescimento humano precisaria ser repensado imediatamente. Nesse encontro, foram elaborados dois documentos: a "Declaração Sobre Meio Ambiente Humano" e o "Plano de Ação Mundial".
A principal recomendação dessa conferência foi a de que deveria ser dada ênfase à educação ambiental como forma de se criticar e combater os problemas ambientais existentes na época. É importante lembrar que nesse evento os países subdesenvolvidos não pouparam críticas aos países desenvolvidos, por acreditarem que estes queriam limitar o desenvolvimento econômico dos países pobres "usando políticas ambientais de controle de poluição como meio de inibir a competição no mercado internacional".
Em função da Conferência de Estocolmo, o governo brasileiro, pressionado pelo Banco Mundial, criou a Secretaria Especial do Meio Ambiente, com o objetivo de implementar uma gestão integrada do meio ambiente. Esse órgão possuía apenas três funcionários, o que mostrava o descaso da ditadura militar com as questões ambientais em nosso país. O plano de ação dessa conferência sugeria a capacitação dos professores, assim como uma metodologia de ação para a educação ambiental em nível mundial. Tendo em vista essa política, foram realizadas mais três conferências internacionais sobre educação ambiental entre as décadas de 70/80.
A primeira foi a Conferência de Belgrado (Yuguslávia), realizada em 1975, com a participação de pesquisadores e cientistas de 65 países. Esse encontro resultou em um documento denominado "Carta de Belgrado", que preconizava uma nova ética para promover a erradicação da pobreza, do analfabetismo, da fome, da poluição, da exploração e de todas as formas de dominação humana. Outra deliberação importante dessa conferência foi a elaboração dos princípios e diretrizes para o programa internacional de educação ambiental, de caráter contínuo e multidisciplinar, que levava em conta as diferenças regionais e os interesses nacionais.
Com base nessa estratégia, a UNESCO criou o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), com relevante atuação internacional, cujo objetivo era o de editar publicações relatando as experiências mundiais de preservação e educação ambiental. Além disso, esse programa criou uma base de dados que, no início da década de 80, contava com informações sobre 900 instituições que atuavam com educação ambiental e 140 projetos voltados à preservação do meio ambiente.
No que diz respeito ao Brasil, as deliberações da conferência de Belgrado, principalmente aquelas voltadas à educação ambiental, passaram despercebidas pelos órgãos educacionais tanto na esfera federal quanto na estadual, dada a conjuntura política que o país vivia naquele momento.
A partir de 1975, alguns órgãos estaduais brasileiros voltados ao meio ambiente iniciaram os primeiros programas de educação ambiental em parceria com as Secretarias de Estado de Educação. Ao mesmo tempo, incentivados por instituições internacionais "disseminava-se no país o ecologismo, deformação de abordagem que circunscrevia a importância da educação ambiental, à flora e a fauna, à apologia do "verde pelo verde", sem que nossas mazelas sócioeconômicas fossem consideradas nas análises. Esse conceito não levava em conta a crítica à pobreza, ao analfabetismo, às injustiças sociais, etc., um dos temas centrais da Conferência de Belgrado.
Em 1977, a Unesco e o Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente realizaram a 1ª Conferência Intergovernamental Sobre Educação Ambiental, em Tbilisi, na Geórgia, antiga União Soviética. Nesse evento, os especialistas de todo o mundo definiram os princípios e objetivos da educação ambiental, além de formular as recomendações à atuação internacional e regional sobre o tema. Foi recomendado nessa reunião que se considerassem na questão ambiental não somente a fauna e flora , mas "os aspectos sociais, econômicos, científicos, tecnológicos, culturais, ecológicos e éticos". Além dessa questão, foi deliberado também que a educação ambiental deveria ser multidisciplinar, possibilitando uma visão integrada do ambiente.
A dissemimação da educação ambiental deveria se dar via educação formal e informal, atingindo todas as faixas etárias. Tendo em vista essa diretriz, caberia a cada país implementar sua política nacional de educação ambiental por meio dos órgãos educacionais e de controle ambiental.
No Brasil, essa política foi implementada pelo Ministério da Educação, a partir do documento denominado "Ecologia: uma proposta de ensino para o 1º e 2º graus". Essa proposta, simplista e contrária às deliberações da Conferência de Tbilisi, tratava a educação ambiental no âmbito das ciências bilológicas, como queriam os países desenvolvidos, sem tocar na questão cultural, social e política.
Cabe destacar que as resoluções da Conferência de Tbilisi não conseguiram pôr em prática seus objetivos e princípios, de forma a implementar um amplo programa de educação ambiental em nível internacional.
A Terceira Conferência Internacional sobre Educação Ambiental aconteceu em 1987 em Moscou (URSS) reunindo educadores ambientais de cem países vinculados às organizações não-governamentais. Esse encontro reforçou os objetivos e princípios traçados em Tbilisi, na qual a educação ambiental deveria formar os indivíduos, desenvolver habilidades e disseminar valores e princípios que permitissem à sociedade elaborar propostas para a solução dos problemas ambientais. Para tanto, acordou-se que deveria haver uma reorientação da política de educação ambiental a partir de um plano de ação para a década de 90, com base nas seguintes diretrizes: a) implementação de um modelo curricular constituído a partir da troca de experiências mundiais; b) capacitação de educadores que atuassem com projetos de educação ambiental; c) utilização das áreas de conservação ambiental como pólo de pesquisa e formação docente; d) intensificação e melhoria da qualidade das informações ambientais veiculadas na mídia internacional. O governo brasileiro não apresentou nenhum projeto nesse encontro, provocando reações negativas por parte da comunidade internacional e do Banco Mundial. Com o objetivo de amenizar o problema, o Conselho Federal de Educação aprovou o parecer 226/87 que incluiu o tema educação ambiental , aos moldes da Conferência de Tbilisi, na proposta curricular de ensino básico e médio em nosso país.
Em função da pressão do movimento ambientalista, nacional e internacional, a Constituição promulgada em 1988 criou um capítulo sobre o meio ambiente, no qual a educação ambiental , em todos os níveis de ensino, passou a ser dever do Estado.
Em 1989, o governo federal criou o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), com o objetivo de formular e coordenar a execução da política nacional de meio ambiente, além de incentivar as ações voltadas à educação ambiental.
No ano de 1992, a cidade do Rio de janeiro sediou a Conferência da Cúpula da Terra, conhecida como Rio-92. Essa reunião, que congregou representantes de 182 países, aprovou cinco acordos de extrema relevância para o mundo: a) a Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; b) a Agenda 21 e sua forma de implementação; c) a Convenção Sobre Mudanças Climáticas; d) a Convenção Sobre Diversidade Biológica; e) a Declaração de Florestas.
Em um evento paralelo à Rio-92, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), foi aprovada a "Carta Brasileira para a Educação Ambiental", que enfocou o papel do Estado enquanto promotor da educação ambiental em nível nacional.
Concomitante à Rio-92, houve uma reunião de aproximadamente dez mil ONGs mundiais, na qual foi dada ênfase à educação ambiental "como referencial a ser considerado, reforçando-os como marco metodológico no ensino formal e informal.
A Rio-92 reafirmou a tese da Conferência de Tbilisi, principalmente aquela que dizia respeito à interdisciplinaridade da educação ambiental, priorizando três metas: a) reorientar a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável; b) proporcionar informações sobre o meio ambiente, de forma a conscientizar a população sobre os problemas que estavam ocorrendo no planeta; c) promover a formação de professores na área de educação ambiental.
Outra deliberação da Rio-92, foi a reafirmação das teses da "Conferência Educação para Todos", ocorrida na Tailândia, em 1992, principalmente aquela que trata sobre analfabetismo ambiental.
Tendo em vista os documentos aprovados na Rio-92, o Ministério da Educação e Cultura instituiu um grupo de trabalho para implementar as bases da educação ambiental no ensino básico, médio e universitário em nosso país. Com o objetivo de elaborar uma proposta nacional sobre o tema, esse grupo realizou diversos encontros com os órgãos responsáveis pela educação estadual e municipal em nosso país. No entanto, dado o despreparo e a falta de informações dos órgãos educacionais, não se conseguiu elaborar um documento que expressassse os objetivos da educação ambiental em nosso país.
Finalmente, as ações efetivas no campo da educação ambiental só foram implementadas em 1994, quando o Ministério da Educação e Cultura, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Ciência e Tecnologia editaram o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA), que resultou na edição da Lei 9.975, de 24 de abril de 1999, criando a Política Nacional de Educação Ambiental. A partir daí, tem-se os instrumentos necessários para impor um ritmo mais intenso ao desenvolvimento da educação ambiental no Brasil.
Fonte:www.unifai.edu.br
domingo, 19 de dezembro de 2010
Incêndio no Parque do Cocó
Um total de 50 metros quadrados. Essa foi a área tomada pelo fogo no Parque do Cocó, num novo foco, iniciado na tarde do 1º domingo de dezembro, dia 05/12/10. Somente por volta das 7 horas do dia 6/12/10, o novo incêndio havia sido controlado pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará. O fogo, que foi sentido primeiro pelos moradores do entorno, foi classificado como criminoso. Os Bombeiros trabalham com a perspectiva de que, por mais uma vez, pessoas adentraram o parque o fizeram fogo, o que acabou atingindo parte da vegetação. O novo foco foi verificado próximo à área de mangue e próximo à Cidade 2000.
O subtenente do Corpo de Bombeiros, Assis Sousa, informou que mesmo com o fogo sendo debelado, equipes dos Bombeiros deverão permanecer no local, com a função de evitar novos focos e monitorar a área.
Ainda no domingo, um caso de mais um incêndio no Parque do Cocó foi levado ao conhecimento Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (CPMA) e a Superintedência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
No relatório dos Bombeiros, foram gastos 15 mil litros de água para combater o fogo e, como as árvores de mangue são vulneráveis por possuírem raízes radiais e pouco profundas, tombam facilmente quando o tronco é tomado pelo fogo.
Para a moradora da Cidade 2000, Maria do Carmo Campos de Lima, o incêndio só não tomou maiores proporções porque a própria comunidade está em alerta, avisando as autoridades quando veem sinais de fumaça.
"O que queremos é uma vigilância no Parque pela CPMA. São muitas entradas e saídas, e isso não é somente perigoso para acontecer novos acidentes, como também serve de refúgio e esconderijo para marginais" afirmou Maria do Carmo.
Segundo informou o comandante da Companhia, Capitão Vicente de Paula, há necessidade de mais efetivo, por se tratar de uma área muito grande. De acordo com o militar, a orientação é para que ocorram rondas e abordagens em atitudes suspeitas. Ele explicou que outra frente de luta é conscientizar a população para evitar que se acenda fogueiras nas proximidades da mata, inclusive na incineração de lixo. Em novembro passado, houve o primeiro incêndio naquela área, levando uma semana para ser controlado.
O Parque do Cocó possui uma área de 1.155 hectares ( 11550 m² ). Para fiscalizar a área, a Companhia da Polícia Militar Ambiental conta com um efetivo de 70 homens armados, distribuídos em viaturas, motos, barcos e bicicletas, ou seja, um policial para cada 16,5 hectares. A Companhia de Policiamento é responsável pelas áreas do Parque que compreendem as avenidas Sebastião de Abreu e Murilo Borges, no bairro Cocó.
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